ONU envia seu principal oficial militar para Síria

A Organização das Nações Unidas enviou seu principal oficial militar para a Síria, general Babacar Gaye, para assumir a missão de observação, enquanto o Conselho de Segurança discute o futuro da operação.

AE, Agência Estado

19 de julho de 2012 | 16h50

Em razão dos crescentes perigos na Síria, países europeus do Conselho propuseram conceder aos desarmados observadores mais um mandato de 30 dias para que os trabalhos sejam concluídos. O Conselho de Segurança deve votar a proposta na sexta-feira, disseram diplomatas.

O general Gaye, chefe do conselho militar da ONU, já foi enviado anteriormente para Damasco, informou o Jan Eliasson, vice-secretário-geral da organização. Ele disse também que o chefe de missão de paz da ONU, Hervé Ladsous, também seguirá para a Síria nos próximos dias.

O mandato da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS), composta por cerca de 300 observadores militares e 100 civis, se encerra na sexta-feira. O major-general norueguês Robert Mood, chefe dos observadores, deve deixar o país no mesmo dia.

Se o Conselho de Segurança não chegar a um acordo sobre a extensão do mandato, a missão terá de ser rapidamente encerrada, informaram funcionários da ONU. Gaye, que é senegalês, vai supervisionar o encerramento, caso não haja acordo, ou assumir temporariamente a liderança da operação.

Os observadores foram enviados para monitorar o cessar-fogo, que deveria ter começado em abril. O grupo suspendeu suas operações em 16 de junho por causa da violência.

Eliasson declarou que a situação na Síria é "dramática e perigosa" e que a liderança da ONU está atuando enquanto espera a decisão do Conselho de Segurança. "Se pudermos ter um papel significativo com a UNSMIS e sua possível continuação, faremos isso. Mas obviamente observaremos a situação da segurança com extremo cuidado. Nós já tivemos experiências traumáticas na ONU", disse ele. As informações são da Dow Jones.

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