ONU espera que libertação de presos seja 'início de ações' em Cuba

Comissária de Direitos Humanos elogiou decisão do governo de soltar prisioneiros políticos

Agência Estado

09 de julho de 2010 | 12h33

GENEBRA - A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, espera que a intenção de Cuba de libertar 52 presos políticos seja "o começo de passos significativos" para proteger os direitos humanos na ilha, disse nesta sexta-feira, 9, um porta-voz dela.

 

Navi elogiou, "com algum alívio", a decisão do dissidente cubano Guillermo Fariñas de encerrar uma greve de fome após 135 dias, notando que esse é um "desenvolvimento positivo", disse o porta-voz.

 

"A alta comissária elogia o anúncio de que Cuba planeja libertar 52 presos políticos e isso será uma notícia particularmente boa após a libertação de todos os 52 ter sido completada", afirmou o funcionário. "Nós esperamos que esse seja o início de uma série de passos significativos para se avançar na proteção aos direitos humanos em Cuba."

 

O governo cubano consentiu em libertar 52 prisioneiros políticos em um acordo envolvendo a Igreja Católica. É a maior libertação do tipo prometida desde que o presidente Raúl Castro chegou ao poder, em 2008.

 

Observadores internacionais elogiaram o anúncio. Países como EUA e Espanha ofereceram asilo aos dissidentes da ilha comunista. As primeiras libertações, porém, ainda não ocorreram. As informações são da Dow Jones.

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