ONU está preocupada com incidentes nas eleições do Haiti

Em comunicado, entidade pede a população e aos candidatos eleitorais que tenham calma

Efe,

29 de novembro de 2010 | 04h52

Eleitores atiram votos para cima após confusão em zona eleitoral de Porto Príncipe.

 

PORTO PRÍNCIPE - A Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional expressaram neste domingo, 28, sua preocupação após vários incidentes registrados durante as eleições presidenciais e legislativas realizadas no Haiti.

 

As denúncias, principalmente sobre fraudes e irregularidades, levaram 12 dos 19 candidatos à Presidência do país a pedir a anulação do pleito. Também aconteceram várias manifestações em diferentes pontos do país em protesto contra o presidente, René Préval, e o candidato governista à Presidência, Jude Celestin, os principais acusados da suposta fraude.

 

Em comunicado divulgado pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), a ONU e a comunidade internacional pedem à população e ao conjunto de políticos que mantenham a calma e lembrem que a eventual deterioração da segurança terá consequências dramáticas imediatas sobre o número de vítimas da epidemia de cólera que sofre o Haiti.

 

Problemas

 

As eleições haitianas começaram em um clima de confusão generalizada. Muitos eleitores que foram votar não encontram seus nomes nas listas da Comissão Eleitoral. A principal candidata da oposição Mirlande Manigat, favorita nas pesquisas, já havia acusado o governo do presidente René Préval de fraudar a votação.

 

Segundo Mirlande, em vários postos de votação as urnas já estavam cheias antes da abertura dos colégios eleitorais. Ainda de acordo com a candidata, membros da comissão eleitoral teriam dormido nos locais de votação, o que é proibido pela lei. As urnas também abriram com uma hora de atraso.

 

De acordo com a Comissão Eleitoral, 4,5 milhões dos 9 milhões de habitantes do país estão aptos para votar. Serão escolhidos também 11 dos 30 membros do Senado e todos os 99 deputados que compõem a Câmara. O novo presidente terá a dura missão de reconstruir o país e fazer ajuda humanitária chegar aos haitianos.

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