ONU está preocupada sobre desaparecimentos no México

ONU está preocupada sobre desaparecimentos no México

Já foram presas 52 pessoas por conexão com o desaparecimento dos estudantes, incluindo pelo menos 36 policiais.

MARCELLA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 20h47

O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (OHCHR, na sigla em inglês) alertou sobre conclusões precipitadas a respeito da investigação "complexa" do desaparecimento de 43 estudantes no México e disse que há preocupações profundas sobre o caso, tanto a nível nacional como internacional.

O porta-voz do OHCHR, Rupert Colville, afirmou durante uma coletiva de imprensa em Genebra, que a agência da ONU deslocou funcionários do Escritório de Direitos Humanos do México para visitar vários locais em que foram encontradas evidências de crimes.

O procurador-geral do México, Jesús Murillo Karam, afirmou que os fragmentos de ossos encontrados eram muito pequenos e não permitiam identificar as vítimas. Ele reforçou a necessidade de aguardar a análise forense ser concluída. Como resultado das investigações, 52 pessoas foram presas por conexão com o desaparecimento dos estudantes, incluindo pelo menos 36 policiais.

O chefe da OHCHR, Zeid Ra?ad Al Hussein, se reuniu com o vice-ministro mexicano para Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos, Juan Manuel Gómez, no início desta semana em Genebra e teve uma discussão séria sobre a investigação e a importância de descobrir a verdade.

De acordo com as investigações, os 43 estudantes do distrito de Ayotzinapa foram presos pela polícia municipal de Iguala e entregues a uma gangue local para serem mortos em 26 de setembro. A ordem teria partido do então prefeito de Iguala, José Luis Abarca, porque os estudantes poderiam atrapalhar um evento público no qual sua esposa, Maria de los Angeles, participava.

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