ONU estende mandato das forças no Afeganistão

O Conselho de Segurança da ONU votou por unanimidade em prolongar o mandato das forças de segurança lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão pela última vez antes de entregar a responsabilidade total pela proteção do país para as forças afegãs. A transferência completa deve ocorrer no final de 2014.

AE, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 09h34

A resolução aprovada pelo Conselho aponta que a situação no Afeganistão "ainda constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais". O documento também traz sérias preocupações sobre a segurança no país, indicando a violência e as atividades terroristas do Taleban, da Al-Qaeda e de outros grupos criminosos e extremistas. Além disso, há um destaque para ao comércio ilegal de drogas no país.

O Taleban têm aumentado os ataques nos últimos meses, pois tentam tirar proveito da retirada das tropas estrangeiras. Em junho, as forças afegãs assumiram a liderança das operações de segurança nacional, deixando a Força de Assistência Internacional da Otan, conhecida como ISAF, inteiramente em um papel de apoio.

A ISAF reduziu drasticamente a força, mantendo pouco mais de 87,2 mil soldados em 1º de agosto ante os 130 mil soldados há dois anos.

O Conselho de Segurança prorrogou o mandato da ISAF até 31 de dezembro de 2014, último dia para transferir a responsabilidade total da segurança para o governo afegão.

O Conselho de Segurança saudou um acordo de 2010 entre a Otan e o Afeganistão para dar apoio prático para melhorar a capacidade e a habilidade do Afeganistão em lidar com ameaças constantes à sua segurança, estabilidade e integridade.

A ISAF e outros parceiros foram incentivados a acelerar o treinamento e orientação da Força de Segurança Nacional do Afeganistão, que hoje somam mais de 350 mil homens e mulheres.

O Conselho disse que o objetivo é ter uma força afegã que é "autossuficiente, sustentável, responsável e etnicamente equilibrada", além de ser capaz de proporcionar segurança e garantir o Estado de Direito em todo o país. Fonte: Associated Press.

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