ONU estende mandato de observadores na Síria

Conselho de Segurança renova monitoramento de cessar-fogo, mas não aprova punições em caso de descumprimento

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2012 | 03h02

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade ontem a resolução 2059 para prorrogar por mais 30 dias sua missão de observadores na Síria. Depois desse prazo, descrito como final pelos EUA e seus aliados europeus, haverá uma nova avaliação do cenário para definir os próximos passos da comunidade internacional.

A aprovação ocorre um dia depois de China e Rússia vetarem uma outra proposta de resolução sobre a Síria. Os termos das duas são parecidos. Tanto o governo como a oposição precisam cumprir os seis pontos do plano do ex-secretário geral da ONU e mediador do conflito, Kofi Annan. A diferença em relação à quinta-feira é que o texto aprovado ontem não inclui o risco de sanções ao regime sírio.

Apesar do acordo, o governo americano demonstrou enorme ceticismo com o resultado dos esforços diplomáticos. "Essa não era a resolução que os EUA queriam adotar. Nossa prioridade era o texto que foi vetado ontem. No entanto, daremos uma última oportunidade para os observadores cumprirem a sua missão", disse a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice.

A representante americana acrescentou que os esforços dos EUA serão focados cada vez mais fora do Conselho de Segurança, por meio do grupo Amigos da Síria, composto por mais de cem países. O embaixador da Rússia na ONU, Vitali Churkin, disse que o Ocidente perdeu tempo com a primeira resolução. "Já poderíamos ter votado o texto com o nosso apoio e o da China um dia antes", disse.

Diplomatas ocidentais admitem que a votação do dia anterior pretendia expor o apoio de Rússia e China ao regime de Bashar Assad, o que irritou profundamente Moscou e Pequim. Ao todo, há 300 observadores das Nações Unidas na Síria.

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