ONU estima que até 2,5 milhões precisam de ajuda em Mianmar

Número anterior era de cerca de 1,5 milhão; organização reitera pedido para fim de restrições à ajuda

Reuters,

14 de maio de 2008 | 15h28

A Organização das Nações Unidas divulgou nesta quarta-feira, 14, sua estimativa do número de pessoas em Mianmar que precisam de ajuda humanitária e, mais uma vez, pediu que o governo do país remova todas as restrições para que a ajuda possa chegar às vítimas do ciclone. O chefe de assuntos humanitários da ONU, John Holmes, disse a repórteres que há entre 1,6 e 2,5 milhões de pessoas "severamente afetadas" pelo ciclone Nargis, precisando de ajuda urgente.. A estimativa anterior era de pelo menos 1,5 milhão de pessoas.  Veja também:ONU aumentará pressão sobre Mianmar para evitar mais mortesONU adverte para formação de novo ciclone em MianmarAumenta para mais de 34 mil número de mortos em MianmarO ciclone atingiu o povoado delta de Irrawaddy, um importante produtor de arroz, no começo de maio, deixando pelo menos 100 mil pessoas mortas ou desaparecidas e muitos dos sobreviventes desabrigados ou famintos, de acordo com as Nações Unidas. Holmes disse que houve pequenos avanços no acesso de agentes humanitários estrangeiros especializados, antes barrados pelas autoridades de Mianmar. "Vimos um ou dois pequenos sinais de progresso em algumas áreas", disse ele, acrescentando que isso "de forma alguma é adequado à tarefa". As doações escoam muito lentamente, já que os generais de Mianmar resistem aos esforços internacionais de abrir as fronteiras para os grupos e equipamentos estrangeiros. Perguntado se as Nações Unidas terão de considerar doações aéreas para levar comida e outros artigos para as vítimas do ciclone que ainda não receberam nenhuma ajuda, Holmes disse que essa não é a forma ideal de distribuição, mas pode se tornar uma opção. "É algo que pode ser contemplado", disse, ressaltando que, se as barreiras aos estrangeiros não forem suspensas, "teremos de considerar isso". Ele também avisou que epidemias de cólera, malária e sarampo "podem surgir a qualquer momento".

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