ONU estuda criar missão de paz na Líbia

Conselho de Segurança pode adotar resolução que revê zona de exclusão aérea e embargos

Associated Press

14 Setembro 2011 | 15h07

NOVA YORK - O Conselho de Segurança das Nações Unidas considera colocar em votação uma nova resolução que estabeleceria uma missão internacional na Líbia e descongelaria ativos de duas grandes petroleiras do país africano, de acordo com o rascunho do texto obtido nesta quarta-feira, 14, pela Associated Press.

 

Veja também:
forum OPINE: 
Onde se esconde Kadafi?
especialESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia
lista ARQUIVO: ‘Os líbios deveriam chorar’, dizia Kadafi

 

 

A Grã-Bretanha passou o documento aos outros 14 membros do conselho na note da terça-feira e diplomatas ocidentais disseram que o texto deve ser votado até o fim da semana. Segundo as fontes, a França e os Estados Unidos estão envolvidos na elaboração do texto e Rússia e China, membros com poder de veto e que têm rejeitado decisões do tipo, também foram consultados.

 

 

A resolução modificaria o embargo de armas imposto sobre o regime de Muamar Kadafi e permitiria que os rebeldes, atuais controladores do país, comprassem armas "para segurança e para ações de desarmamento". Alguns tipo de armas também seriam permitidos para proteger as missões humanitárias, diplomáticas e da ONU.

 

O rascunho ainda previa uma revisão da zona de exclusão aérea imposta em todo o território líbio quando Kadafi usava aviões e helicópteros para reprimir a revolução, embora a medida permaneceria vigente.

 

A Companhia Nacional de Petróleo e a Zueitina, duas das maiores petroleiras do país, também teriam seus ativos descongelados no Banco Central, no Banco do Exterior, da Autoridade de Investimentos e do Portfólio de Investimentos na África. Kadafi e seus aliados, porém, permaneceriam sob sanções econômicas e de viagem.

 

Leia mais:

linkValas comuns são encontradas na Líbia, diz Cruz Vermelha

linkSarkozy e Cameron planejam visita à Líbia

 

O Conselho Nacional de Transição, órgão de governo dos rebeldes, solicitou a ajuda da ONU enquanto o país se reestrutura, o que pode ocorrer com a nova resolução. O texto prevê uma missão de apoio por três meses para ajudar a insurgência a restaurar a segurança na Líbia, promover a reconciliação nacional, elaborar uma Constituição e preparar as eleições.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.