ONU estuda volta à ação no Iraque

Após incidente com empresa dos EUA, Maliki discute com líder da organização situação de segurança no país

AP e Reuters, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2024 | 00h00

A ONU anunciou que estudará um papel mais ativo no Iraque, depois que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, pediu mais apoio da organização para ajudar na estabilização política do país. ''''A comunidade internacional não pode mais ignorar o Iraque. Chegou a hora da ação'''', afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Confira a cronologia e os números da guerra do Iraque Ainda ontem, Maliki afirmou que seu governo acusará criminalmente os seguranças da empresa americana Blackwater, acusados de matar 11 civis iraquianos. ''''Não aceitaremos que uma empresa de segurança mate civis'''', disse o premiê. Segundo Maliki, o governo americano concordou em formar uma comissão com iraquianos para investigar o caso. A situação da segurança no Iraque foi tema da reunião que Maliki manteve no sábado à noite, em Nova York - onde participa da Assembléia-Geral da ONU -, com Ban e a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. Para o premiê iraquiano, houve avanços significativos neste ano. Após o encontro, Condoleezza elogiou o que chamou de ''''comprometimento total'''' da comunidade internacional com o Iraque.Ban anunciou que a ONU tem planos para abrir novas sedes em Bagdá, Basra e Irbil, mas não deu mais detalhes sobre o projeto. Desde 19 de agosto de 2003, quando um atentado atingiu o edifício da organização em Bagdá, matando 22 pessoas - entre elas seu enviado especial, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello -, a ONU reduziu sua presença no Iraque. Segundo o secretário-geral, o número de funcionários no país aumentará assim que medidas para garantir sua segurança forem acertadas. Apesar de reconhecer que a segurança no Iraque melhorou, Ban ressaltou que ainda há ''''muito a ser feito''''.No mês passado, a ONU aprovou uma resolução ampliando sua missão no Iraque. De acordo com o texto da resolução, a ONU ''''fomentará o diálogo regional e tentará resolver disputas internas no Iraque''''.

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