ONU, EUA e Rússia pedem calma e diálogo no Quirguistão

Entidade e países de dizem preocupados com a situação de violência na nação centro-asiática

estadão.com.br

07 de abril de 2010 | 11h40

A Organização das Nações Unidas (ONU), os EUA e a Rússia expressaram preocupação nesta quarta-feira, 7, com a situação no Quirguistão, onde pelo menos 40 pessoas morreram nos confrontos entre oposicionistas e as forças de segurança por conta de protestos contra as políticas do atual presidente, Kurmanbek Bakiyev.

 

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O secretário-geral da ONU. Ban Ki-moon, se disse chocado com a perda de vidas no país da Ásia Central e pediu que todos os lados envolvidos parem imediatamente suas ações violentas. "O secretário-geral está chocado com as informações de mortes que ocorreram no Quirguistão. Ele pede o diálogo e a calma urgentes para evitar o derramamento de sangue", disse um porta-voz do chefe da entidade

 

O ex-presidente do país, Askar Akayev, pediu que Bakiyev renuncie, o que seria "a melhor solução para o povo quirguiz". Essa é uma das reivindicações dos manifestantes, que também pedem a libertação de seus líderes políticos. Akayev foi mandatário do país até 2005, quando foi deposto após protestos.

 

A Embaixada dos EUA em Bishkek lançou uma nota na qual afirma que está "profundamente preocupada com as notícias dos distúrbios populares. A administração de Obama tem procurado manter laços com Bakiyev depois que este prometeu fechar a base aérea americana que fica perto de Bishkek no ano passado, revertendo sua decisão depois que os EUA concordaram em fazer concessões.

 

A Rússia, que também possui bases militares e um relacionamento próximo com o governo do Quirguistão, pediu calma a todos. "Acreditamos que seja importante sob estas circunstâncias que todos os problemas sejam resolvidos de acordo com as leis", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

 

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, pediu que as autoridades quirguizes evitassem medidas violentas e prezassem pela calma. Putin também negou o envolvimento da Rússia nos protestos. "Nem a Rússia nem qualquer funcionário do governo tem qualquer ligação com esses eventos", disse o premiê.

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