ONU: expansão de colônias na Cisjordânia é 'alarmante'

O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, Robert Serry, declarou-se hoje preocupado com a rápida expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia depois do fim da moratória que paralisou a expansão das colônias e criticou Israel por permitir um ritmo de construção tão intenso.

AE-AP, Agência Estado

21 de outubro de 2010 | 17h31

O jornal israelense Haaretz publicou hoje uma reportagem citando um estudo segundo o qual a taxa de crescimento dos assentamentos judaicos na Cisjordânia é quatro vezes maior desde o fim de uma moratória que paralisou a expansão que o nível de dois anos atrás.

Em comunicado, Serry disse que a situação é "alarmante". Segundo ele, a construção dos assentamentos "é ilegal perante a lei internacional" e "só serve para minar a confiança" entre as partes envolvidas nas negociações de paz, retomadas no início de setembro.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decretou a moratória em novembro do ano passado como uma medida para tentar atrair os palestinos para as negociações. As conversas diretas foram retomadas neste ano, mas o israelense disse que não renovaria a moratória. Os palestinos, por sua vez, ameaçaram se retirar do processo caso as construções fossem retomadas.

O governo dos EUA, que atua como mediador no diálogo, pressiona Israel para renovar a medida para que as negociações não tornem a fracassar. Os norte-americanos propuseram uma nova paralisação de dois meses, mas a Autoridade Nacional Palestina (ANP) diz que esse período é muito curto para que se chegue a um acordo que defina as fronteiras dos dois Estados. Aproximadamente 300 mil colonos judeus habitam atualmente na Cisjordânia, onde também vivem 2,2 milhões de palestinos. Israel ocupa o território desde a Guerra dos Seis Dias, travada em 1967.

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