ONU inaugura nesta quinta-feira a 65ª reunião de sua Assembleia Geral

Pela primeira vez desde o começo de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará do encontro mundial

Efe

23 de setembro de 2010 | 05h33

WASHINGTON - A Assembleia Geral da ONU inicia nesta quinta-feira, 23, seu 65º período de debates, nos quais os líderes vão revisar a situação política e econômica internacional.

Assuntos como os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, as últimas tensões entre China e Japão, a guerra no Afeganistão e a mudança climática serão alguns dos assuntos que os líderes abordarão em seus debates.

Como é tradição, o Brasil abrirá os discursos. Nesta ocasião, e pela primeira vez desde o começo de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estará presente, e será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Em seguida, falará o líder americano, Barack Obama, que, segundo antecipou a Casa Branca, chamará a atenção para as conversas que se desenvolvem no Oriente Médio e ressaltará que esta é uma oportunidade verdadeira para conseguir a paz entre israelenses e palestinos.

A presidente da Confederação Helvética, Doris Leuthard, será a terceira a falar, já que a Suíça preside desde setembro a Assembleia.

Um dos discursos que criou mais expectativa é o do governante iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que, na noite de quarta-feira, em declarações ao jornalista da CNN Larry King, acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ser um "assassino experiente", e deveria ser julgado por "matar mulheres e crianças".

Neste fim de semana, em outras declarações à imprensa americana, Ahmadinejad disse que as sanções que o Conselho de Segurança da ONU aprovou recentemente contra seu país não estão causando nenhum efeito no Irã.

A Assembleia começa um dia depois do encerramento da cúpula da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Na reunião, os países latino-americanos propuseram uma aliança global para o desenvolvimento e um novo modelo de relações internacionais que responda à realidade do século XXI.

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