ONU inaugura pintura polêmica de US$ 23 milhões

A Organização das Nações Unidas (ONU) inaugurou hoje em sua sede, em Genebra, a pintura do teto de uma sala de reuniões que causou polêmica pelos investimentos que consumiu. Em meio à crise internacional e à dificuldade da própria organização para obter recursos, a obra foi orçada em US$ 23 milhões. Um domo elíptico de 1,5 mil metros quadrados foi pintado com cores brilhantes, em um trabalho do espanhol Miquel Barceló que levou um ano para ficar pronto. Engenheiros, arquitetos e até físicos trabalharam para desenvolver os materiais usados na obra, que se assemelha a estalactites multicoloridas. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha informou que o governo financiou 40% do custo. O restante veio de doações de empresas. Do dinheiro público, 500 mil euros (US$ 633 mil) vieram do orçamento para projetos de ajuda no exterior e para entidades internacionais como a ONU. O conservador Partido Popular protestou. A sigla sustentou que era melhor utilizar a quantia para projetos de alívio à pobreza e por mais educação em países pobres. Nem o governo nem o artista revelaram quanto Barceló ganhou. "O trabalho artístico que você criou para esta sala é inovador e radiante", elogiou o secretário-geral Ban Ki-moon, dirigindo-se ao artista. "Eu não tenho dúvida de que as pessoas virão ver, tenham ou não questões a tratar aqui."

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