ONU inclui em 'lista negra' suspeitos por ataque em Mumbai

Juiz decide hoje se amplia a prisão preventiva do único terrorista preso pela Índia

Efe,

11 de dezembro de 2008 | 05h53

O comitê antiterrorista do Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quarta-feira a inclusão em sua "lista negra" de quatro pessoas supostamente vinculadas com os recentes atentados em Mumbai. Enquanto isso, um juiz decide nesta quinta-feira, 11, se amplia a prisão preventiva do único terrorista detido pela Índia, embora a Polícia tenha descartado levar o detido ao tribunal por motivos de segurança. Veja também:Índia jamais cauterizou as feridas de 1947Premiê paquistanês confirma prisões de suspeitos islâmicosGrupo suicida de Mumbai tem mais 20 membros, diz NY Times Segundo as Nações Unidas, os quatro indivíduos fazem parte do grupo separatista caxemiriano paquistanês Lashkar-e-Toiba (LeT), responsabilizado pelos ataques na cidade indiana no final de novembro, no qual morreram 188 pessoas. O comitê também incluiu na lista a organização educativa Jamaat-ud-Dawa, considerada pela Índia e alguns países ocidentais uma fachada do grupo terrorista. O Conselho de Segurança informou que as mudanças na lista foram realizadas em virtude da resolução 1.822, adotada em 30 de junho deste ano. O LeT se encontra na lista de sancionados da ONU desde 2005, por sua vinculação com a Al Qaeda, e também está sujeito a sanções por parte dos Estados Unidos e da União Européia (UE). Tribunal Mohammed Ajmal Amir (conhecido como Kasab) deveria comparecer nesta quinta-feira a um tribunal de Mumbai, mas a Polícia decidiu não deixá-lo sair do local onde está preso, disse à agência índia "Ians" o comissário adjunto Rakesh Maria. "Além das razões de segurança, a exposição pública também foi considerada antes de tomarmos uma decisão", disse. Um magistrado terá de ir à prisão situada no interior da delegacia de Mumbai, a apenas um quilômetro da estação de trens Chhatrapati Shivaji Terminus, um dos pontos atacados por Amir e seus nove companheiros. A Polícia deseja ampliar a detenção de Amir para continuar com os interrogatórios. Os demais terroristas foram supostamente mortos pelas forças de segurança durante a operação executada por um período de 60 horas em diferentes pontos de Mumbai.

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