ONU indica promotor exclusivo para tribunal de Ruanda

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a divisão do trabalho da promotora-chefe de crimes de guerra Carla del Ponte, autorizando a indicação de um novo promotor para assumir o processo pelo genocídio cometido em Ruanda em 1994. Del Ponte ficará encarregada apenas do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII). Desde setembro de 1999, ela é a encarregada da acusação contra os suspeitos de perpetrar crimes de guerra na ex-Iugoslávia no início da década de 90 e contra os líderes do genocídio em Ruanda, onde mais de 500.000 membros da minoria étnica tutsi foram assassinados, juntamente com políticos hutus moderados.Muitos países argumentam que o tribunal de Ruanda, com sede em Arusha, na Tanzânia, não progrediu tanto quanto o da ex-Iugoslávia. Diversas razões são citadas, inclusive ineficiência burocrática, os atritos entre o tribunal e o governo de Ruanda, a existência de uma equipe reduzida e a atenção insuficiente dispensada pela equipe de Del Ponte, estabelecida em Haia, na Holanda.

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