ONU individualiza lista de sanções contra Taliban e Al Qaeda

O Conselho de Segurança da ONU dividiu a lista de sanções ao Taliban e à rede Al Qaeda em duas, o que, segundo enviados internacionais, pode ajudar a induzir o Taliban a buscar um acordo de paz no Afeganistão.

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

17 de junho de 2011 | 20h05

A decisão acontece enquanto Washington se prepara para começar a retirar seus 97 mil soldados do Afeganistão no próximo mês, como parte de um processo para entregar todas as operações de combate contra os insurgentes às forças policiais afegãs até 2014.

Detalhes das listas de sanções estavam em dois documentos produzidos pelos Estados Unidos e adotados por unanimidade pelos 15 países membros do Conselho de Segurança da entidade internacional.

Uma resolução definiu uma lista negra para o Taliban e outra uma lista negra de indivíduos da Al Qaeda que enfrentam bloqueio de viagens e congelamento de bens.

"Os Estados Unidos acreditam que o novo regime de sanções para o Afeganistão vai servir como uma importante ferramenta para promover a reconciliação, ao mesmo tempo em que isola os extremistas", disse em nota a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice.

Ela afirmou que a decisão envia "uma mensagem clara para o Taliban de que há futuro para aqueles que se separam da Al Qaeda, renunciam à violência e respeitam a Constituição afegã."

O Taliban afegão, que controlava o país antes de ser removido do poder pelas forças dos EUA em 2001, estava sendo anfitrião do então líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, quando ele liderou os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. A separação dos dois grupos é um objetivo antigo do Ocidente.

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