AP Photo/Richard Drew
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ONU inicia audiências inéditas para eleger sucessor de Ban

Oito aspirantes ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas começaram nesta terça-feira a comparecer à Assembleia-Geral para entrevistas; atual secretário-geral deixa o cargo em janeiro

O Estado de S. Paulo

12 Abril 2016 | 16h18

Oito aspirantes ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas começaram nesta terça-feira, 12, a comparecer ante a Assembleia-Geral para realizar entrevistas inéditas na esperança de suceder Ban Ki-moon em janeiro de 2017.

O presidente da Assembleia, Mogens Lykketoft, explicou que essa é uma experiência inédita na história da ONU e fez um retrato do que um candidato ideal deve ter: "Independência, personalidade forte, autoridade moral, grande talento político e diplomático", enumerou.

Ban Ki-moon deixa suas funções no fim do ano, depois de dois mandatos de cinco anos. Quatro homens e quatro mulheres estão na lista de candidatos ao cargo, mas sem apoio unânimes.

O chanceler de Montenegro, Igor Luksic, de 39 anos e o mais jovem dos candidatos, foi o primeiro a falar, visivelmente nervoso, sobre temas como terrorismo, refugiados, desarmamento e direitos humanos.

Entre os favoritos figuram a diretora da Unesco, a búlgara Irina Bokova, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, que dirige o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e o ex-alto-comissário da ONU para os Refugiados, o português Antonio Guterres.

O ex-presidente esloveno Danilo Türk e quatro ministros ou ex-ministros das Relações Exteriores de países dos Bálcães - Vesna Pusic (Croácia), Natália Gherman (Moldávia), Srgjan Kerim (Macedônia) e Igor Luksic (Montenegro) - completam a lista.

As audiências acontecerão em três dias consecutivos e os candidatos devem responder a perguntas dos diplomatas e de organizações civis.

A eleição do chefe da ONU é alvo há 70 anos de negociações a portas fechadas entre os 15 países membros do Conselho de Segurança, e os cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, China e França) terão a última palavra a partir de julho.

A tradição reza que o próximo secretário-geral seja de um país da Europa do Leste, a única zona geográfica que ainda não teve um representante no cargo, o que explica o grande número de candidatos dessa região. / AFP

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