ONU investiga acusações contra brasileiros no Haiti

Imprensa haitiana diz que soldados das forças de paz agrediram duramente três jovens

Reuters

16 de dezembro de 2011 | 20h03

PORTO PRÍNCIPE - A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta sexta-feira, 16, a abertura de um inquérito sobre acusações de lesão corporal e tentativa de homicídio supostamente cometidas por soldados brasileiros no Haiti, em mais um incidente que abala a imagem da força internacional de paz no país.

A imprensa haitiana disse que vários soldados da Minustah - força da ONU no Haiti - agrediram duramente e deixaram à morte três jovens haitianos no começo desta semana.

"A missão está fazendo de tudo para estabelecer os fatos assim que possível", disse Farhan Haq, porta-voz da ONU, a jornalistas.

"[A Minustah] reitera sua política de tolerância zero a respeito dos desvios de conduta do seu pessoal, e irá examinar todas as acusações com a máxima seriedade", afirmou.

Não é a primeira vez que a Minustah é recriminada no Haiti. Muitos haitianos já exigiram a retirada completa dessa força devido às suspeitas de que soldados nepaleses da ONU teriam iniciado uma epidemia de cólera no país, ao contaminarem um rio com fezes. A acusação motivou violentos distúrbios no ano passado.

No começo desse ano, surgiram acusações de que soldados uruguaios teriam violentado sexualmente um homem.

Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU decidiu reduzir em 2.750 soldados e policiais o contingente da Minustah, mantendo-a com pouco menos de 10.600. Dessa forma, a força internacional voltou ao mesmo tamanho que tinha antes do terremoto que devastou Porto Príncipe em janeiro de 2010.

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