ONU investigará abusos em guerra no Sri Lanka

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) lançou uma investigação nesta quinta-feira sobre a guerra civil no Sri Lanka após a aprovação de uma resolução sobre o tema, liderada pelos Estados Unidos e sob os protestos do governo do Sri Lanka.

AE, Agência Estado

27 de março de 2014 | 16h53

A resolução põe em marcha uma investigação de um ano que irá analisar "supostas violações graves e abusos de direitos humanos e crimes relacionados por ambas as partes no Sri Lanka". A votação da resolução dentro do conselho teve 23 votos a favor e 12 contra, com 12 abstenções, após um debate de dois dias. O conselho também rejeitou um pedido de remoção da convocação ao Sri Lanka para cooperar com os trabalhos investigativos.

A investigação, que deve custar quase US$ 1,5 milhão, ocorre após a recomendação da Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, que criticou o Sri Lanka por fazer poucos progressos na punição dos responsáveis por atrocidades e crimes de guerra cometidos durante a batalha de 25 anos entre o governo e os rebeldes Tâmil.

A guerra terminou em maio de 2009 depois que forças do governo empurraram os combatentes Tâmil remanescentes para uma faixa de terra na costa nordeste do país. Um relatório da ONU destacou que até 40 mil pessoas podem ter sido mortas na fase final da guerra, mas o governo questiona esse número. A investigação busca esclarecer os fatos e circunstâncias "com uma visão para evitar impunidade e garantir punição dos responsáveis".

O enviado do Sri Lanka à ONU, Ravinatha Pandukabhaya Aryasinha, disse que a investigação constituiria "uma séria violação do direito internacional" pela interferência na soberania da nação. China, Paquistão e outros se opuseram à investigação por motivos semelhantes. Fonte: Associated Press.

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