ONU: israelenses e palestinos reprimem ativistas de direitos humanos

A representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, para os direitos humanos, Hina Jilani, denunciou nesta sexta-feira (22) o que chamou de repressão israelense aos pacifistas e defensores dos direitos humanos que atuam nos territórios palestinos. Ele também afirmou ter colhido relatos dignos de créditos segundo os quais alguns foram feridos ou até mesmo assassinados.Jilani, uma advogada de origem paquistanesa, também acusou a Autoridade Nacional Palestina (ANP) de reprimir agentes humanitários, advogados, jornalistas, agentes de saúde e ativistas de diversas correntes."Colhi relatos dignos de crédito de graves ferimentos, inclusive assassinatos de defensores dos direitos humanos", declarou Jilani diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.Jilani elogiou Israel por respeitar o trabalho de defensores dos direitos humanos dentro de suas fronteiras, mas ressaltou que esses mesmos grupos encontram dificuldades quando tentam promover seu trabalho em comunidades da minoria árabe.Ainda segundo ela, o governo israelense "tolera ainda menos as atividades desses mesmos grupos na proteção dos direitos da população palestina nos territórios ocupados".Israel também tem punido os críticos das "práticas da ocupação", prosseguiu ela. "As práticas e as políticas da ocupação geram condições que colocam esses defensores em grave risco e representam sérias obstruções a todos os aspectos do trabalho deles", disse Jilani, que visitou a região em outubro do ano passado.Originalmente, Jilani teria de reportar suas conclusões à Comissão de Direitos Humanos da ONU, mas o órgão foi extinto em junho e substituído pelo Conselho de Direitos Humanos.Itzhak Levanon, embaixador israelense na ONU em Genebra, assegurou que o Exército de Israel busca fazer com que suas "respostas justificadas" às ações de militantes palestinos estejam de acordo com recomendações feitas no fim do ano passado por Jilani.Ele também a elogiou por sua abordagem "equilibrada" e pela coragem de criticar a ANP pela repressão aos grupos de defesa dos direitos humanos.

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