ONU lamenta realização do 2.º turno das eleições no Zimbábue

'As eleições foram uma farsa. Foi um ato atrevido do presidente Mugabe', diz Conselho de Segurança

Efe,

27 de junho de 2008 | 21h49

O Conselho de Segurança da ONU lamentou "profundamente" nesta sexta-feira, 27, que o governo do Zimbábue tenha decidido realizar as eleições presidenciais, apesar do que chamou de falta de condições para a realização de um pleito "livre e justo." Veja também:Baixa participação e denúncias marcam eleições no ZimbábueAmizade de Mugabe e Mbeki explica falta de ação sul-africanaTsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe, ditador do Zimbábue há quase 30 anos O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, que exerce a Presidência rotativa do Conselho, assegurou que os 15 integrantes do órgão acordaram nesta sexta reafirmar a declaração feita em 23 de junho, quando a violência exercida contra a oposição zimbabuana foi condenada por eles. "O Conselho acordou que as condições para eleições justas e livres não existem e lamenta profundamente que o pleito tenha acontecido sob estas circunstâncias", disse Khalilzad na saída de uma reunião do órgão. Khalilzad afirmou ainda que Washington já iniciou contatos com outros países membros do Conselho para redigir uma resolução com sanções específicas contra o governo do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, caso "as condições sigam iguais."  "As eleições foram uma farsa, não existiram as condições para que fossem livres e justas. Foi um ato atrevido do presidente Mugabe", comentou. A baixa participação de eleitores e o assédio à população por parte do governo caracterizaram o segundo turno do pleito presidencial realizado nesta sexta no Zimbábue. Mugabe participou sozinho das eleições, já que seu adversário, Morgan Tsvangirai, abandonou o pleito alegando que os governistas estariam realizando uma violenta campanha de intimidação contra a oposição.

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