ONU levará a Kadafi proposta para renúncia, diz Itália

Grupo de Contato sobre a Líbia discute nesta sexta afastamento de Kadafi e cessar-fogo

Efe e Reuters

15 de julho de 2011 | 09h10

O Grupo de Contato internacional para a Líbia vai reconhecer um grupo rebelde como legítimo representante do povo do país, deixando o dirigente Muamar Kadafi sem opção que não seja a renúncia, disse na sexta-feira, 15, o chanceler italiano, Franco Frattini.

 

 

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Falando a jornalistas durante reunião do grupo de contato em Istambul, Frattini disse que o enviado especial da ONU à Líbia, Abdul Elah Al Khatib, será autorizado a apresentar a Kadafi termos para a sua renúncia, num pacote político que incluiria um cessar-fogo na atual guerra civil.

 

 

"Hoje, vamos ver o documento final em que o grupo de contato reconhece o CNT (Conselho Nacional Transitório, ligado aos rebeldes e com sede na cidade de Benghazi) como o interlocutor representando o povo líbio. Então não há outra opção que não seja a saída de Kadafi."

 

Grupo de Contato

 

O Grupo de Contato sobre a Líbia começou nesta sexta em Istambul sua quarta reunião para discutir o modo de obter o afastamento do coronel Muamar Kadafi, o processo de transição no país africano e um eventual cessar-fogo.

 

Uma fonte diplomática já havia indicado à Agência Efe, o processo de negociação entre os 42 membros que compõem o grupo de contato - entre delegações nacionais e organismos internacionais - estava "maduro", graças a "avanços no terreno" na dimensão militar do conflito.

 

"Hoje veremos avanços em torno da região de Briga", assegurou a fonte.

 

Avanços

 

As forças da Otan e os rebeldes estão levando a cabo um ataque conjunto - desde ar e mar os primeiros e desde terra os segundos - nesta cidade do leste líbio, ainda em poder das forças governistas.

 

Este avanço no terreno militar permitiu que o grupo de contato trate em Istambul da queda de Kadafi e "prepare as condições do processo político para o dia seguinte", explicou a fonte europeia.

 

Por isso, um dos temas que serão debatidos é um eventual cessar-fogo, medida que era exigida especialmente por Itália e Turquia.

 

"O cessar-fogo faz parte do processo político. Não se trata apenas de nós pararmos de disparar, mas de as forças de Kadafi retornarem a seus quartéis. Queremos que haja uma supervisão da ONU e que esteja acompanhada de um esforço humanitário internacional", afirmou a fonte.

 

Por outro lado, as representações reunidas em Istambul tratarão de novas ajudas ao Conselho Nacional de Transição (CNT) dos rebeldes líbios.

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