ONU: Líbia está à beira de crise de segurança alimentar

Os estoques de alimentos da Líbia podem acabar nas próximas seis a oito semanas se os carregamentos humanitários não aumentarem de forma dramática, disse hoje Caroline Huford, porta-voz do World Food Program (WPF), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ela, a Líbia está à beira de uma "crise generalizada de segurança alimentar" que pode afetar a população dentro de dois meses. O país importa 90% dos alimentos que consome. Estoques públicos e privados têm de ser recompostos.

ANA CONCEIÇÃO, Agência Estado

11 de maio de 2011 | 14h40

A escassez de alimentos é particularmente crítica no leste do país, dominado pelos rebeldes, onde os combates intensos interromperam os canais de distribuição. Apenas um navio tem conseguido chegar ao porto da cidade de Misurata a cada semana, segundo informações do porta-voz dos insurgentes. A União Europeia (UE) disse hoje que planeja abrir um escritório em Benghazi para melhorar o fluxo de produtos para a região.

"Os preços de muitos itens alimentícios aumentaram até 40%", afirmou Huford. Segundo ela, o WFP tem distribuído ajuda para cerca de 250 mil pessoas em 15 localidades no leste líbio. Uma linha de fornecimento também foi aberta para o oeste do país a partir da fronteira da Tunísia, com a distribuição de 250 toneladas de comida. As informações são da Dow Jones.

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