ONU manifesta "preocupação" com direitos humanos na China

Ao aproximar-se o fim de seu mandato, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos denunciou nesta segunda-feira que a situação na China continua sendo fonte de "profunda preocupação". Mary Robinson, cujo mandato expira em setembro, citou uma série de abusos da China, embora se tenha recusado a dizer se acha que a nação comunista é agora mais livre ou mais repressiva. "A situação geral dos direitos humanos ainda é causa de profunda preocupação", disse Robinson aos repórteres no início de um seminário para juízes e advogados chineses patrocinado pelas Nações Unidas. Trata-se da sétima viagem oficial da Alta Comissária à China. Robinson citou detenções de líderes sindicais e ativistas pró-democracia, restrições ao uso da Internet, repressão de minorias muçulmanas e o crescente número de execuções. Durante sua última visita oficial à China, Robinson se reuniu com Wang Guangya, vice-ministro de Relações Exteriores, e falou sobre os casos de vários prisioneiros, incluindo um menino tibetano de 13 anos, Gedun Chokyi Nyima, a quem grupos de direitos humanos qualificam como o prisioneiro político mais jovem do mundo. O adolescente desapareceu sob a guarda chinesa após ter sido identificado em maio de 1995 como uma reencarnação do segundo líder budista tibetano, o Panchen Lama. A China rejeitou a decisão e obrigou os monges tibetanos a elegerem outro líder. "O vice-chanceler Wang me disse que (o menino) está bem e que seus pais desejam que ele mantenha sua privacidade", disse Robinson. Acrescentou que pediu aos funcionários chineses que permitam que os pais da criança se apresentem e dêem sua própria versão. O seminário jurídico desta segunda-feira foi parte de uma série que inclui a participação de especialistas de outros países, que estão ajudando a China a melhorar seu sistema legal.

Agencia Estado,

19 Agosto 2002 | 17h11

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