ONU: mortalidade infantil aumenta em 6 países da África

Dez países africanos reduziram pela metade sua taxa de pobreza nas últimas duas décadas. A mortalidade infantil, por outro lado, aumentou em seis nações da África Subsaariana, revelou hoje um informe sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio, elaborado pelas Nações Unidas. Entre os países que reduziram pela metade seus níveis de pobreza desde 1990 estão Etiópia, Egito e Angola, segundo o relatório.

AE-AP, Agência Estado

22 de junho de 2010 | 14h24

Já na Nigéria e no Zimbábue, a proporção da população que vive na pobreza extrema aumentou. A África Subsaariana é a única região do mundo onde houve um aumento do número de mortes de menores de cinco anos, especialmente em Camarões, na República Central Africana, no Chade, no Congo, no Quênia e na Zâmbia.

Entre os 36 países com índices de mortalidade infantil superiores a cem por cada cem mil habitantes, 34 estão na África Subsaariana. Os outros são Afeganistão e Mianmar. O Informe sobre as Metas do Desenvolvimento do Milênio, patrocinado pela Fundação Bill e Melinda Gates, foi divulgado hoje, coincidindo com as reuniões do G-8 e do G-20, que começam na sexta-feira, no Canadá.

O relatório diz que a mensagem relacionada com os objetivos do milênio é que eles são factíveis. O documento afirma que as condições que ajudam um país a avançar incluem políticas de livre-comércio, a abertura para a tecnologia, uma liderança consistente voltada para reduzir a pobreza e reformas para responsabilizar os membros da administração pública.

As Metas do Desenvolvimento do Milênio, adotadas por 189 países no ano 2000, incluem a redução da pobreza extrema, a garantia do ensino primário em nível universal para todas as crianças, a redução da mortalidade infantil e materna, o controle da epidemia de aids e a redução pela metade na proporção de pessoas com acesso à água potável e medidas sanitárias básicas, tudo isso até 2015.

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