ONU não encontra evidências de estupro em massa no Sudão

A missão conjunta da União Africana e da Organização das Nações Unidas (ONU) em Darfur (UNAMID, na sigla em inglês) afirmou que as investigações iniciais não mostraram evidências de abusos sexuais em massa no Sudão.

MARCELLA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS, Estadão Conteúdo

10 Novembro 2014 | 21h21

A equipe verificou o vilarejo de Tabit, a 45 quilômetros da cidade de Al Fashir, onde havia relatos de que 200 mulheres e garotas tinham sido violentadas. A verificação incluiu representantes da polícia, do exército e civis, que passaram várias horas entrevistando diversas pessoas no domingo.

"Nenhuma das entrevistas confirmou qualquer incidente de estupro em Tabit", afirmou a UNAMID em um comunicado. Líderes comunitários do vilarejo reiteraram à missão que eles "coexistem em paz" com autoridades militares locais na área.

A UNAMID planeja conduzir "mais ações sobre a questão", incluindo possíveis investigações adicionais e patrulhas, em coordenação com autoridades locais e sob as regras do acordo de forças entre o governo do Sudão e a missão internacional.

Darfur passa por episódios de violência desde 2003, quando rebeldes se opuseram ao governo de Cartum, acusando-o de discriminação. Moradores locais se queixaram que as milícias pró-governo usaram estupros como um meio de aterrorizar e intimidar as mulheres rebeldes.

A ONU estima que cerca de 385 mil pessoas foram desalojadas pelo conflito entre o governo do Sudão e os movimentos armados em Darfur desde o início deste ano. A organização tem pedido repetidamente que todos os lados se unam nas negociações destinadas a alcançar um cessar-fogo permanente na região.

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