ONU não será detida por ataques terroristas, diz Ban Ki-moon

Chefe da entidade garante que fará de tudo para promover segundo turno das eleições no Afeganistão

Associated Press,

28 de outubro de 2009 | 16h27

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quarta-feira, 28, que a entidade não será impedida pelo "deplorável e brutal" ataque terrorista contra uma embaixada em Cabul e que fará tudo o que puder para ajudar na realização do segundo turno das eleições presidenciais em 7 de novembro.

 

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O chefe da ONU afirmou a jornalistas que o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu ao Ministério do Interior que "forneça segurança reforçada para a delegação da ONU no país".

 

A entidade também está revendo seus planos de segurança e tomará medidas para fortalecê-los, "não apenas em Cabul, mas em outras áreas onde a situação se mostra bastante perigosa". Ban ainda afirmou que a ONU está buscando ajuda de forças da Otan no país.

 

O ataque à embaixada da ONU deixou 11 pessoas mortas, entre as quais cinco eram funcionários da entidade. Pelo menos 25 trabalhadores das Nações Unidas estavam no local e a maioria eram fiscais eleitorais.

 

O atentado, realizado por insurgentes taleban usando vestes suicidas e uniformes de polícia, foi o maior de uma série cujo objetivo era prejudicar o segundo turno das eleições presidenciais entre o atual chefe de governo, Hamid Karzai, e o ex-ministro das Relações Exteriores, Abdullah Abdullah.

 

"Continuaremos o nosso trabalho, particularmente na ajuda ao governo afegão e ao povo para promover o segundo turno das eleições... Enquanto asseguramos e reforçamos as medidas de segurança", disse Ban.

 

"É uma pena que não possamos assegurar 100% de segurança por conta dos atentados suicidas. Devemos tomar todas as precauções necessárias em termos de segurança. É o que posso dizer neste momento. Mas jamais seremos impedidos por esses ataques", completou o chefe da ONU.

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