ONU nega acusações de fornecer armas a rebeldes no Congo

Organização diz que muitas das alegações são boatos ou vieram de líderes 'cuja integridade é questionável'

Associated Press,

28 de abril de 2008 | 18h17

As Nações Unidas responderam nesta segunda-feira, 28, as acusações da rede BBC de que as tropas de paz da Índia e Paquistão forneceriam armas para milícias, contrabandeando ouro e marfim no Congo. "Muitas das novas informações apresentadas a imprensa são boatos ou vieram de líderes militares cuja integridade e motivação são altamente questionáveis, já que foram presos pelas tropas de paz", disse a vice-porta-voz da ONU, Marie Okabe.   Veja também: Tropas da ONU são acusadas de armar rebeldes no Congo   Segundo a BBC, tropas de paz do Paquistão, operando na cidade de Mongbwalu, no leste do país africano, envolveram-se no comércio ilegal de ouro e forneceram armas aos rebeldes da milícia FNI para garantir a segurança das minas.   "O relatório da BBC levanta sérias preocupações sobre má conduta pelas forças de paz na República Democrática do Congo", disse Marie em um comunicado. "Enquanto a ONU toma essas sérias acusações, a visão das tropas de paz é de que o relatório é equivocada e negligente em não mencionar importante fatores", continuou.   A porta-voz destacou que o relatório é baseado em alegações de dois a três anos atrás, que foram investigadas pelo Escritório Interno de Vigilância da ONU, conhecido como OIOS.   "A investigação deles, no entanto, mostrou que alguns soldados paquistaneses, que não foram identificados pelo OIOS, forneceram refeições, transporte e segurança para um grupo de quenianos engajados no comércio ilegal de ouro", afirmou em comunicado Jean-Marie Guehenno, chefe das tropas de paz da ONU.   Fontes confidenciais da ONU, no entanto, disseram à BBC que as investigações não foram levadas adiante por medo de isolar a Índia e o Paquistão, que juntos fornecem quase um quarto do total de tropas de paz da organização. A operação de paz da ONU no Congo é a maior do mundo, com 17 mil soldados espalhados pelo país.

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