EFE/Justin Lane
EFE/Justin Lane

ONU nomeia Malala como mensageira da paz

A menina afegã se converteu em um ícone internacional da luta pela educação feminina após sobreviver a um ataque de extremistas muçulmanos em 2012, quando voltava da escola

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 16h01

NAÇÕES UNIDAS - A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta sexta-feira, 7, que designará como mensageira da paz Malala Yousafzai, a ativista paquistanesa baleada em 2012 pelo Taleban e, em 2014, se tornou a ganhadora mais jovem do prêmio Nobel da Paz.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou em comunicado o "compromisso inabalável" de Malala pelos direitos de mulheres, meninas e todo o mundo "incluindo as em situações de perigo". Ele, que ressaltou seu "valente ativismo", nomeará Malala como mensageira da paz com ênfase na educação das meninas na próxima segunda-feira, em cerimônia na sede da ONU, em Nova York.

"Como a nossa mensageira da paz mais jovem de todos os tempos, Malala pode fazer ainda mais para ajudar a criar um mundo mais justo e pacífico", destacou o secretário-geral.

Em 2013, Malala e seu pai, Ziauddin, criaram uma fundação com o nome dela para conscientizar sobre o impacto social e econômico da educação das meninas.

Malala Yousafzai se converteu em um ícone internacional da luta pela educação feminina após sobreviver a um ataque de extremistas muçulmanos em 2012, quando voltava da escola, driblando as restrições do grupo Taleban. Desde então, promoveu campanhas e excursões mundiais para defender o direito à educação, principalmente em zonas de conflito, ativismo que rendeu a ela o prêmio Nobel da Paz em 2014, aos 17 anos.  / EFE

 

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