ONU nomeia novo representante no Haiti

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, promoveu na sexta-feira um rodízio de cargos entre dois veteranos funcionários do departamento de missões de paz. O tunisiano Hedi Annabi, de 63 anos, será o novo chefe da missão da ONU no Haiti. Ele entrou para a organização em 1981 e atualmente era secretário-geral assistente para operações de paz, responsável inclusive pela nova força conjunta ONU-União Africana para Darfur. Em fevereiro, Ban colocou Annabi numa lista de funcionários que deveriam se aposentar, mas não indicou um substituto. Jean-Marie Guehenno, chefe das missões de paz, tentou enquanto possível manter Annabi no cargo, disseram fontes da ONU, sob anonimato. O tunisiano troca de função com o guatemalteco Edmond Mulet, advogado e ex-jornalista, que durante 12 anos foi parlamentar em seu país e atuou também como embaixador nos EUA e na União Européia, antes de assumir a missão no Haiti, onde a ONU mantém 7.200 soldados e 1.500 policiais. Ban também promoveu o russo Dmitri Titov, chefe da divisão de missões de paz na África, responsável por cerca de 80 por cento dos mais de 100 mil militares e civis deslocados em oito missões no mundo. Titov foi nomeado secretário-geral-assistente para reformas no setor de segurança e estado de direito no departamento de missões de paz. Agora ele se torna o russo mais graduado na sede da ONU. Moscou comanda a subsede da ONU em Genebra, mas não tem cargos de primeiro escalão em Nova York, ao contrário de outros membros permanentes do Conselho de Segurança. Titov está no departamento de missões de paz desde 1991 e, apesar de não ter formação jurídica ou em direitos humanos, tem papel importante nessas áreas nas missões da ONU, segundo nota da entidade. Seu novo cargo foi criado no mês passado pela Assembléia Geral, como parte de uma reestruturação promovida por Ban, que dividiu o departamento de missões de paz em dois. Titov é formado em Relações Internacionais e trabalhou no serviço diplomático russo, onde participou de negociações no Afeganistão, no Chipre, no Camboja e na América Central.

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