Hasan Jamali/AP
Hasan Jamali/AP

ONU oferece ajuda a missão de paz da Liga Árabe na Síria

Entidade regional enviou ultimato ao presidente Bashar Assad para aceitar visita de observadores

Reuters

25 de novembro de 2011 | 21h02

NOVA YORK - A Organização das Nações Unidas (ONU) está preparada para auxiliar uma missão de paz da Liga Árabe na Síria, onde milhares de pessoas já morreram em oito meses de repressão aos protestos pró-democracia, disse um porta-voz do órgão internacional nesta sexta-feira, 25.

 

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Em nota divulgada na quinta-feira, a Liga Árabe disse ter pedido à ONU "as medidas necessárias de acordo com a Carta da ONU para apoiar o esforço da Liga Árabe para resolver a complicada situação na Síria."

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, afirmou que o secretário-geral Ban Ki-moon saudou o que disse ser uma "proposta (da Liga Árabe) para enviar uma missão de observadores a fim de proteger os civis na Síria" e aconselhou Damasco a oferecer seu "consentimento e plena cooperação." "Conforme o convite da Liga Árabe ... o secretário-geral está preparado para oferecer o apoio necessário", disse Nesirky a jornalistas.

Ele acrescentou que o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU está discutindo a questão com o secretariado da Liga, no Cairo, Egito. Funcionários da ONU dizem que a entidade poderá fornecer o pessoal humanitário necessário para auxiliar a missão, caso ela efetivamente ocorra.

Na quinta-feira, a Liga Árabe deu à Síria 24 horas para formalizar sua aceitação à presença dos monitores, sob o risco de sofrer sanções econômicas. O prazo expirou nesta sexta-feira, sem nenhuma resposta por parte de Damasco, mas a Liga disse que estenderá o prazo até o fim do dia antes de decidir o que fazer.

Originalmente, o grupo regional pretendia enviar 500 observadores, incluindo militares e representantes de ONGs de direitos humanos. A Liga, no entanto, descartou uma intervenção militar estrangeira.

O chanceler sírio, Walid al-Moualem, disse no domingo que a missão proposta tem "uma jurisdição invasiva, que chega ao nível de ... violar a soberania síria." Damasco, no entanto, não rejeitou totalmente a iniciativa. A Liga, por outro lado, rejeitou propostas sírias para rever os termos da missão.

Segundo Nesirky, Ban "continua extremamente preocupado com a escalada da crise e com o crescente número de mortos na Síria." A ONU estima que mais de 3,5 mil pessoas já tenham morrido por causa da violência política, e diz que os esforços da Liga Árabe devem ser "encorajados e apoiados."

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