ONU, Otan, Europa e EUA condenam 'atentados' na Noruega

Explosão em um dos prédios do governo matou ao menos sete; tiroteio deixou mais quatro mortos

estadão.com.br

22 de julho de 2011 | 15h15

Atualizado às 18h26

 

OSLO - A União Europeia, os EUA, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) emitiram comunicados nesta sexta-feira, 22, condenando os "atentados" ocorridos na Noruega que deixaram ao menos 11 mortos. No primeiro incidente, uma bomba matou sete pessoas e um dos prédio do governo. No segundo, um homem abriu fogo em um acampamento da juventude do Partido Trabalhista. Apesar das condenações, não é certo que se trate de ataques terroristas.

 

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O secretário-geral da Otan, aliança militar da qual a Noruega faz parte, chamou a explosão de "ato abominável". Cerca de 400 soldados noruegueses fazem parte da missão do grupo no Afeganistão.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, mostrou consternação pelos atentados, indicou um porta-voz, Martin Nesirky, por meio de comunicado. "O secretário-geral está horrorizado após tomar conhecimento da grande explosão em Oslo e do tiroteio em Utoya", diz a nota, afirmando ainda que Ban condena o uso da violência e expressou suas condolências ao povo norueguês.

 

Já José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, se disse chocado com o incidente. Ele disse que um ataque dessa magnitude não é "algo que se pode esperar na Noruega, comumente associado com a paz interna e como um país que busca a paz fora".

 

 

Herman Von Rompuy, presidente da União Europeia, condenou a "covardia" dos ataques. "Condeno da maneira mais enérgica os atos de covardia, que não tem nenhuma justificativa", disse ele em comunicado. O belga ainda enviou uma mensagem de condolências e solidariedade ao primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg e ao povo.

 

Na Grã-Bretanha, o secretário de Relações Exteriores, William Hague, condenou os "terríveis ataques", classificados como "atrocidades". "Repudiamos todos os atos de terrorismo e apoiaremos a Noruega para fazer frente a tais atrocidades", publicou o chanceler em seu Twitter.

 

Os Estados Unidos, que são atualmente o maior agente internacional no combate ao terrorismo, também se pronunciaram contra os "depreciáveis incidentes" e se mostraram dispostos a ajudar no que for preciso, segundo disse Heude Bronke Fulton, porta-voz do Departamento de Estado. O presidente americano, Barack Obama, enviou condolências pessoais ao povo norueguês.

 

Com agências internacionais

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