ONU paga US$ 888 mi a vítimas de invasão iraquiana

A Comissão de Compensação das Nações Unidos (UNCC, na sigla em inglês), que supervisiona as indenizações pagas às vítimas da invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990, informou hoje que pagou US$ 888,6 milhões provenientes de fundos gerados pelo setor de petróleo iraquiano para compensar perdas e danos sofridos por governos e empresas privadas. Segundo a UNCC, o dinheiro será destinado a 13 requerentes no Kuwait, dois na Arábia Saudita e um nos Estados Unidos.A comissão não revelou a identidade dos requerentes, mas afirmou que todos são órgãos governamentais, exceto o requerente dos EUA, que é uma empresa privada que receberá US$ 162,6 milhões. A UNCC, formada pelos 15 países membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), informou que pagou até agora quase US$ 26,3 bilhões da indenização total aprovada de US$ 52,4 bilhões. O dinheiro para pagar as indenizações é oriundo das vendas de petróleo do Iraque. Mais de 1,5 milhão de requerentes já foram pagos, restando apenas 12 sem pagamento.Até a invasão do Iraque em 2003 pelos Estados Unidos, que derrubou o ditador Saddam Hussein, a UNCC recebeu 25% dos fundos através do programa petróleo por comida da ONU, que permitiu que o regime iraquiano deposto vendesse petróleo e comprasse comida, remédios e outros itens humanitários apesar de sanções internacionais. Desde a invasão, a quantia que a UNCC recebe das exportações de petróleo e produtos derivados do Iraque caiu para 5%. Em abril, a UNCC pediu ajuda a seus membros para recuperar mais de US$ 80 milhões em pagamentos feitos para milhares de requerentes. EleiçõesFaraj AL-Haidari, uma autoridade eleitoral iraquiana, disse hoje que as eleições provinciais no país podem ser adiadas em um mês se o Parlamento não conseguir aprovar uma medida restabelecendo a representação garantida de minorias em assembléias regionais.Segundo ele, se o Parlamento não aprovar a representação dentro de uma semana, o prazo limite para as eleições, em 31 de janeiro, terá de ser estendido por um mês. Após meses de impasse, o Parlamento iraquiano aprovou em outubro uma lei que abre caminho para eleições regionais. A medida acabou com as cotas para os cristãos e outras minorias, que desde então exigem a volta de suas cotas.

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