ONU pede a governo do Sri Lanka que pare de atacar civis

Conselho de Segurança mostra preocupação com uso de artilharia pesada em área onde milhares estão presos

Efe,

13 de maio de 2009 | 20h36

O Conselho de Segurança (CS) da ONU pediu nesta quarta-feira, 13, ao governo do Sri Lanka que cumpra o compromisso de parar de bombardear com artilharia pesada o reduto dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) no nordeste do país, no qual ficaram presos dezenas de milhares de civis. "O Conselho de Segurança expressa profunda preocupação com as denúncias do uso contínuo de artilharia pesada em zonas com uma alta concentração de civis, e espera do Governo do Sri Lanka que cumpra seus compromissos nesta matéria", disse o presidente rotativo do órgão, o embaixador russo Vitaly Churkin.

 

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O diplomata reiterou o apelo do CS aos LTTE para que deponham as armas e permitam que os civis deixem o reduto da guerrilha, e pediu aos dois lados para adotar medidas "urgentes" para proteger os não combatentes. "Exigimos a todas as partes o respeito às suas obrigações sob o direito humanitário internacional (e) pedimos ao governo do Sri Lanka para adotar mais passos para facilitar a evacuação dos civis presos e a entrega urgente de ajuda humanitária", acrescentou.

 

O embaixador russo expressou a condenação do Conselho "aos atos de terrorismo" dos LTTE, assim como ao uso de civis como "escudos humanos", e reconheceu o "direito legítimo" do governo de combater o terrorismo. A declaração lida por Churkin foi adotada pelos 15 membros do principal órgão da ONU após várias e intensas negociações, nas quais se conseguiu superar a relutância da Rússia e da China de se envolver no que consideram um assunto interno do governo cingalês.

 

Os ministros de Exteriores britânico, David Miliband, e francês, Bernard Kouchner, pediram pessoalmente na segunda-feira ao Conselho que se pronunciasse sobre o conflito cingalês, no qual centenas de civis morreram nos bombardeios dos últimos dias.

 

"É uma declaração equilibrada na qual se aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo cingalês em sua luta contra o terrorismo", disse Churkin, ao explicar a aprovação do país ao texto. O embaixador britânico, John Sawers, disse estar satisfeito porque, "pela primeira vez", o Conselho de Segurança se pronunciou formalmente sobre este conflito, que já dura 25 anos.

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