ONU pede a governos que não barrem refugiados líbios

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) pediu na terça-feira a países da Europa e Norte da África que não barrem a entrada de líbios foragidos dos distúrbios que já causaram centenas de mortes desde a semana passada.

REUTERS

22 de fevereiro de 2011 | 10h17

A porta-voz Melissa Fleming disse que a Itália é o país mais "mais propenso a receber um afluxo de pessoas fugindo da Líbia", o que inclui líbios e também refugiados de outros lugares.

"É hora de mostrar espírito humanitário e generosidade para pessoas que estão passando por um trauma grave", disse ela a jornalistas em Genebra, cidade-sede do Acnur.

Há 8.000 refugiados estrangeiros registrados junto ao Acnur na Líbia, e outros 3.000 candidatos a asilo, vindos de Sudão, Iraque, Eritréia, Somália, Chade e territórios palestinos.

"Trata-se de uma importante rota migratória e para pessoas que escapam de guerras e violência no continente africano", disse Fleming. "Muitos deles foram impedidos de chegar a destinos europeus e se viram retidos na Líbia.

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