ONU pede a ricos que não abandonem países emergentes

O secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon, exigiu nesta quinta-feira que os países ricos não percam os emergentes de vista na hora de conter a pior crise financeira global em décadas, caso contrário os esforços em prol do desenvolvimento podem ser prejudicados. "Vou tentar ser a voz de quem não tem voz e o defensor dos que não têm defesa", disse Ban em uma palestra. Em sua primeira visita à Índia como chefe da ONU, Ban fez um panorama sobre o impacto que a crise financeira pode ter em países como a Índia, caso medidas não sejam tomadas rapidamente. "Estou muito preocupado que a assistência ao desenvolvimento vá sofrer e os investidores vão se retirar dos mercados emergentes". "As pessoas que lutaram tanto para sair da pobreza podem cair de novo nela". No mês passado, Ban disse que a crise não deveria atingir "os menos responsáveis por ela", e avisou na semana passada que o tumulto financeiro pode arruinar tudo o que as Nações Unidas fizeram para ajudar os pobres e famintos do mundo. Ban vai pressionar os países quanto a esta questão na cúpula do G20, convocada pelo presidente George W. Bush para o dia 15 de novembro. Falando para empreendedores na quinta-feira, em uma reunião sobre o aquecimento global, Ban disse estar preocupado que a crise financeira possa desencorajar as empresas a investir em tecnologia verde. Ele também insistiu que o crescimento ecologicamente responsável beneficiará as empresas no longo prazo. "Seguir esta direção faz tremendo sentido", disse Ban. "Combater a mudança climática é uma oportunidade comercial genuína".

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