ONU pede à UE reforço em forças de resgate no mar

O chefe da agência de refugiados das Nações Unidas disse que as mais recentes mortes de migrantes no Mediterrâneo mostram a necessidade de aumento das capacidades de resgate no mar. O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse em comunicado neste domingo que o naufrágio de um barco superlotado com cerca de 700 migrantes em águas líbias "confirma quão urgente é restaurar uma operação robusta para resgate no mar". Segundo ele, caso isso não ocorra, as pessoas em busca de segurança "continuarão morrendo no mar". Conforme Guterres, a ONU pediu à União Europeia "uma resposta urgente", o envio de mais forças de busca e salvamento e o aumento das vias legais para a migração segura.

AE, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2015 | 14h37

Segundo ele, 219 mil pessoas atravessaram o Mediterrâneo por mar no ano passado, com 3.500 mortes. Este ano, 35 mil requerentes de asilo e migrantes chegaram à Europa até o momento.

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, disse que a luta contra os criminosos que traficam pessoas para a Europa por dinheiro deve ser um "ponto central" na melhoria da política de migração. Maizière fez a declaração hoje após relatos de que centenas de pessoas podem ter se afogado quando um barco superlotado naufragou em águas líbias. Ele afirmou ainda que "não há respostas simples" e que era necessária uma resposta a nível europeu. "Não podemos e não vamos tolerar esses criminosos sacrificando vidas humanas em larga escala por pura ganância", afirmou.

Maizière disse que os esforços de investigação da agência policial Europol eram um bom começo. Ele apelou para uma melhor coordenação entre os países membros da UE, bem como com os países dos quais as pessoas fogem e os países por onde passam em trânsito.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou que palavras não são mais suficientes e exortou a União Europeia (UE) a tomar medidas rápidas. "Hoje, e esta é a enésima vez, ouvimos falar de mais uma tragédia humana na região do Mediterrâneo, ao largo da costa da Líbia", afirmou, em evento político neste domingo. "É um drama diário. Três dias atrás, foram 400 pessoas. Quatro dias atrás, foram 10." Rajoy disse que a resposta tem que vir da Europa e que "palavras já não servem". Segundo ele, "temos que agir, e, como europeus, estamos arriscando a nossa credibilidade se não formos capazes de parar estas situações dramáticas que estão acontecendo diariamente agora". Fonte: Associated Press.

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