ONU pede ação na Síria; soldados matam 2 em Homs

Soldados sírios abriram fogo na província síria de Homs nesta terça-feira, matando pelo menos duas pessoas, disseram ativistas, enquanto o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon pedia à comunidade internacional que tome uma atitude em relação à Síria.

AE, Agência Estado

06 Setembro 2011 | 13h04

As declarações de Ban estão entre as mais fortes feitas por ele na condenação da violência na Síria. Ele afirmou que o presidente Bashar Assad deve tomar "medidas corajosas e decisivas" antes "que seja tarde mais". "Na verdade, já é tarde demais", afirmou Ban na Nova Zelândia, onde participa de uma reunião de líderes do Pacífico. "Se demorar mais dias, mais pessoas serão assassinadas."

A ONU estima que 2.200 pessoas tenham morrido na Síria desde o início do levante no país, em março. Mas quase seis meses mais tarde, as manifestações no país se transformaram num impasse sangrento, sem que nenhum dos lados dê sinais de que vai desistir.

Ativistas em Homs disseram que um dos mortos na cidade nesta terça-feira era um adolescente e que outros cinco corpos foram encontrados na província.

"Duas pessoas morreram e duas ficaram feridas com os disparos feitos na cidade industrial de Rastan, no sul", perto da capital Homs, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, afirmando que uma das vítimas tinha 15 anos.

O grupo disse também que "corpos de cinco pessoas, dentre eles o de uma mulher, foram encontrados na manhã desta terça-feira" em Homs. Os corpos foram levados para o hospital para serem identificados.

A rede de ativistas sírio Comitês de Coordenação Locais disse que moradores de Homs estavam se escondendo em suas casas e escritórios para escapar dos disparos. Homs tem registrado os maiores protestos contra o regime. Citando o relato de testemunhas, a rede informou que veículos blindados rodam pela cidade e "atiram contra qualquer coisa que se mova".

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, disse nesta terça-feira que um número incerto de prisioneiros sírios feridos não está recebendo o atendimento de urgência que precisa.

Kellenberger fez as declarações depois que integrantes do CIVC visitaram uma prisão síria no final de semana. Essa foi a primeira vez que a entidade recebeu permissão para visitar um presídio em mais de 40 anos de operação no país.

O presidente do CICV reuniu-se com Assad na segunda-feira e conseguiu permissão para visitar a prisão central de Damasco, onde a Cruz Vermelha revelou que as autoridades estimam que estão cerca de 6 mil prisioneiros. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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