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ONU pede ao Irã liberação de militares britânicos capturados

Após uma maratona de negociações, o Conselho de Segurança da ONU pediu ao Irã nesta quinta-feira, 29, através de declaração publicada por seu presidente, o sul-africano Dumisani Kumalo, que liberte os 15 militares britânicos capturados no Golfo Pérsico por forças iranianas na última sexta-feira, 23.Membros do CS expressaram grande preocupação e pediram ao país acesso consular, em nome de relevantes leis internacionais. O texto foi considerado ameno pelo nível das tensões e pelas requisições feitas pelo Reino Unido.O Reino Unido falhou em conseguir apoio para uma declaração mais forte, que "deplorasse" a detenção dos militares, pedisse a libertação imediata e afirmasse que eles foram capturados em águas iraquianas. A dificuldade em aprovar o texto mais duro foi resultado da oposição de alguns membros do Conselho, em especial da Rússia. Segundo o embaixador do Reino Unido na ONU, Emyr Jones Parry, era importante que a declaração fosse unânime e mandasse a "mensagem certa" para que o governo iraniano permita o acesso consular imediato aos militares e sua rápida libertação."Eu não acho que tenhamos falhando", disse Parry. "Estava mais preocupado com o desfecho, e o desfecho era um conselho unido. No final, foi um bom desfecho."Mais cedo nesta quinta-feira, um importante funcionário iraniano deu a entender que os prisioneiros poderão ser levados a julgamento. O Irã também descartou uma promessa feita na quarta-feira, 28, em que disse que libertaria a única mulher presa entre os militares.O Reino Unido propôs inicialmente a adoção de um texto com três sentenças para a aprovação dos 15 membros do órgão. Após quatro horas de contatos, entretanto, tudo o que o país europeu conseguiu foi um declaração de duas sentenças, que foi lida pelo atual presidente do Conselho, embaixador Dumisani Kumalo, da África do Sul."Os membros do Conselho de Segurança expressaram grave preocupação com a captura pela Guarda Revolucionária e a manutenção da detenção de 15 membros das forças navais do Reino Unido, e apela para que o governo do Irã permita acesso consular aos militares, nos termos das leis internacionais", diz a declaração.

Agencia Estado,

29 de março de 2007 | 19h56

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