ONU pede ao Timor que não abandone investigação sobre 1999

A ONU pediu na quinta-feira a Timor Lesteque não deixe impunes os responsáveis pela violência na épocada independência do país, em 1999, e prometeu apoio aospromotores do processo. Líderes de Timor Leste e da Indonésia (que dominou o paíspor 24 anos) disseram em julho que a investigação seriaencerrada a partir das conclusões de uma comissão conjunta queculpou forças civis e militares indonésias por "flagrantesviolações dos direitos humanos". Jacarta lamentou osincidentes. A chamada Comissão da Verdade e Amizade (CVA) foi criada em2005 para investigar a onda de violência que, segundoestimativa da ONU, matou cerca de mil timorenses. Mas acomissão não tinha poderes para processar os acusados, o quelevou a acusações de que estaria promovendo a impunidade. A ONUnão colaborou com seu trabalho. "Ainda apoiamos o processo judicial por meio dainvestigação da Unidade de Crimes Sérios", disse AllisonCooper, porta-voz da ONU, referindo-se a um organismo criadopela entidade para ajudar o Ministério Público timorense. "A CVA é apenas um dos mecanismos que tratam ou examinam asatrocidades que podem ter acontecido no país, [mas] também háalgo chamado processo judicial", disse ela. Em breve, funcionários da Unidade de Crimes Sérios devemvisitar Dili e conversar com o procurador-geral sobre aquestão. A CVA não identificou autores de atrocidades, mas tampoucorecomendou uma anistia. Grupos de direitos humanos vêmpressionando por justiça. O primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse emjulho à Reuters que estava satisfeito com o relatório e quechegara a hora de ir adiante. A Indonésia invadiu Timor Leste em 1975, quando oterritório estava se tornando independente de Portugal. Aocupação durou até 1999, quando um plebiscito finalmenteconcedeu a independência ao país -- para em seguida haver omassacre atribuído aos seguidores de Jacarta. A ONU entãoadministrou o país diretamente até 2002.

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