ONU pede apoio internacional ao governo do Chade

O Conselho de Segurança da ONU pediuna segunda-feira apoio mundial ao governo do Chade contra osrebeldes do país, o que abre caminho para ajuda internacional amilhares de pessoas que fugiram de dois dias de combates nacapital. N'Djamena ficou deserta ao anoitecer. Os moradores querestam temem a volta dos cerca de 2.000 militantes que tentamderrubar o presidente Idriss Déby, acusado de corrupção eautoritarismo. Os invasores haviam deixado a cidade no domingo,após confrontos que fizeram centenas de feridos. Na segunda-feira, picapes cheias de soldados patrulhavam asruas, e helicópteros sobrevoavam a região. Corpos e veículosabandonados tomavam as ruas da capital deste país do centro daÁfrica, que produz petróleo. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU aprovou umadeclaração (de cumprimento facultativo) que pede apoiointernacional a Déby. Na prática, isso significa sinal verdepara que a França atenda aos apelos de ajuda da sua ex-colônia. Inicialmente, a França se declarou neutra, mas nasegunda-feira o presidente Nicolas Sarkozy disse que interviriamais diretamente se tivesse aval da ONU. A França já mantémtropas no país. "A situação no Chade é alarmante porque o Chade tem umgoverno legítimo, eleito nas urnas", declarou Sarkozy durantevisita à Romênia. Por causa da crise, a União Européia adiou o envio de umaforça destinada a proteger mais de 200 mil refugiados da regiãosudanesa de Darfur que estão no leste do Chade. O governochadiano acusa o Sudão de apoiar os rebeldes. O governo de Déby disse ter vencido os rebeldes, que porsua vez afirmam que a retirada da capital, no domingo, foiapenas um recuo tático.

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