ONU pede calma e diálogo entre Colômbia e Venezuela

Tensão entre vizinhos sul-americanos voltou a crescer após denúncias de Bogotá sobre guerrilha

Agência Estado

20 de julho de 2010 | 07h37

SÃO PAULO - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu calma a colombianos e venezuelanos e se coloca à disposição para mediar um eventual diálogo entre os dois países sul-americanos para evitar uma escalada da tensão. "Estamos acompanhando com atenção a evolução da situação na América do Sul e nos colocamos à disposição, se nos for pedido, para mediar o diálogo", afirmou na segunda-feira, 19, o secretário-geral da entidade, Ban Ki Moon.

 

O governo do presidente Alvaro Uribe anunciou na semana passada dispor de "provas contundentes" de que a guerrilha está usando o território venezuelano. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou "romper relações" com a Colômbia, o que fez eclodir mais uma crise na região, três semanas antes da posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

 

O governo comlobiano anunciou que vai apresentar na quinta-feira as supostas provas de que os chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN) estão na Venezuela. Chávez, por sua vez, anunciou que não iria à posse de Santos e chamou Uribe de "mafioso". 

 

A ONU quer colocar um fim à disputa. "As diferenças de opinião e de perspectiva podem existir. Mas essas diferenças precisam ser resolvidas com diálogo e em busca da paz", disse Ban.

 

As relações entre Bogotá e Caracas estão congeladas desde 28 de julho de 2009 por decisão do presidente venezuelano após a acusações colombianas de que haveria um suposto desvio de armas da Venezuela para as Farc. Chávez disse que tais alegações são "irresponsáveis".

 

As tensões aumentaram em outubro de 2009, quando a Colômbia assinou um acordo com os EUA que permite que os americanos utilizem instalações militares no território colombiano para combater o narcotráfico e o terrorismo. Chávez se opõe contundentemente ao acordo, principalmente por autorizar os soldados americanos a atuar tão perto de seu país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.