ONU pede diálogo e paz na Bolívia

A Organização das Nações Unidas reage aos conflitos na Bolívia pedindo que o governo de La Paz e a oposição escolham o "diálogo" e "métodos pacíficos" para solucionarem suas diferenças. Por meio de seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se disse "seriamente preocupado" com a violência no país sul-americano. Annan ainda afirmou que a Bolívia passa por um "momento muito perigoso" e que deve haver o total respeito pelos direitos humanos, "acima de tudo, pelo direito à vida". A ONU considera a Bolívia um dos países mais carentes de toda a América Latina e destina programas sociais especiais ao governo de La Paz. Annan, porém, acredita que para que os problemas sociais e econômicos que atingem o país sejam tratados, a Bolívia necessita "preservar e fortalecer" suas instituições democráticas.Em um outro comunicado emitido em Genebra, a ONU ainda lembra que é de responsabilidade do governo boliviano a proteção de todos seus cidadãos. Segundo o comunicado, o restabelecimento da lei e da ordem pelo governo deve ser feito sem excessos. Ao mesmo tempo, a ONU pede que os protestos se mantenham pacíficos e que respeitem os direitos de todos os cidadãos. O comunicado foi assinado por Bertrand Ramcharam, atual Comissário da ONU para Direitos Humanos e substituto do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em Bagdá.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2003 | 16h11

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