ONU pede expansão urgente da missão de paz no Líbano

As Nações Unidas defenderam na quinta-feira uma expansão urgente da força internacional de paz no sul do Líbano. O vice secretário-geral da ONU, Mark Malloch-Brown, disse que o cessar-fogo atual é frágil e que qualquer atraso pode levar a mais violência entre Israel e o grupo xiita Hezbollah.As declarações foram feitas durante uma reunião em Nova York dos cerca de 50 países que estão oferecendo tropas internacionais para a Unifil, a missão de paz da ONU no Líbano. A ONU quer enviar 3,5 mil soldados ao sul do Líbano em uma semana, mas há problemas nesse processo.A França disse que vai enviar imediatamente apenas 200 soldados, número muito menor do que a ONU esperava. O presidente da França, Jacques Chirac, e o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, acertaram que outros 1,7 mil soldados franceses podem ser enviados, caso o mandato da missão seja mais bem definido.A meta da ONU é formar um contingente de até 15 mil soldados, que se somariam aos 15 mil que estão sendo enviados para a região pelo governo do Líbano. A Alemanha já anunciou que não pretende enviar tropas para o sul do Líbano.A chanceler Angela Merkel disse que a Alemanha pode contribuir na região fazendo a patrulha naval do litoral libanês, mas descartou o envio de soldados. Merkel disse que as prerrogativas da missão de paz precisam ser melhor definidas. Segundo o correspondente da BBC na Alemanha, a participação do país em um conflito envolvendo Israel é um assunto delicado entre os alemães, devido ao seu passado nazista.O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, já havia manifestado no começo do mês que tropas alemãs seriam bem-vindas à região. Na quinta-feira, os primeiros soldados libaneses - apoiados por tanques e veículos blindados - cruzaram o Rio Litani, em direção ao sul do Líbano.Os libaneses vão se posicionar em áreas que vinham sendo controladas principalmente por milicianos do Hezbollah. ?Desde 1968 o Exército não vem aqui. Esta é nossa primeira vez na região desde então. Estamos contentes em deslocar nosso Exército para o sul do Líbano?, disse o general libanês Charles Sheikhani.

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