ONU pede fim da repressão aos protestos no Bahrein

Força policial usou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes; dois morreram

Efe

15 de fevereiro de 2011 | 17h33

GENEBRA - A Alta Comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, pediu nesta terça-feira, 15, que as autoridades do Bahrein não usem força excessiva para reprimir os protestos que ocorrem no pequeno país árabe.

 

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Em comunicado, a diplomata disse que "as autoridades deve escrupulosamente evitar o uso excessivo da força, o que está estritamente proibido pela lei internacional". "Devem ser realizadas investigações imparciais e transparentes sobre os casos em que houve abusos", completou.

 

Duas pessoas já morreram nos enfrentamentos entre os manifestantes e a polícia no Bahrein. A minoria xiita foi às ruas para protestar contra o governo sunita do rei Hamad bin Isa Al Khalifa, a exemplo do que aconteceu em países da região, como o Egito e a Tunísia. Os xiitas representam cerca de 70% da população do país.

 

Navi lembrou do direito dos bareinitas à liberdade de expressão e de manifestação e lamentou a morte dos dois jovens "que marchavam de maneira pacífica". A funcionária da ONU ainda pediu que todos os que foram detidos durante os protestos nos últimos dias sejam libertados.

 

O Bahrein é uma das nações mais voláteis politicamente do Oriente Médio. A monarquia sunita aliada da Arábia Saudita controla o país, enquanto a maioria xiita tem apoio da linha-dura do Irã. A pequena ilha do Golfo Pérsico, rica em petróleo, é sede da Quinta Frota da Marinha Americana.

 

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