ONU pede fim do embargo dos EUA a Cuba pela 23ª vez

A maior parte da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou nesta terça-feira, pela 23ª vez, contra o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, que dura décadas, e muitas nações elogiaram a ilha por sua reação no combate ao surto de Ebola que assola o oeste da África, já que Havana enviou médicos e enfermeiras aos países mais atingidos.

REUTERS

28 de outubro de 2014 | 17h10

Na assembleia de 193 países, 188 votaram a favor da resolução não-vinculante intitulada “Necessidade de Encerrar o Embargo Econômico, Comercial e Financeiro Imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba”.

Como em anos anteriores, as únicas nações que votaram contra a declaração foram os próprios EUA e um aliado, Israel. As ilhas do Oceano Pacífico Palau, Marshall e Micronesia se abstiveram, e o placar foi idêntico ao do ano passado.

Em um discurso na ONU, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, apelou aos norte-americanos que mudem de posição em relação ao embargo, que ele disse causar grande dano ao povo de Cuba e prejuízos econômicos cumulativos da ordem de mais de 1 trilhão de dólares.

“Convidamos o governo dos Estados Unidos a estabelecer relações de respeito mútuo”, afirmou Rodríguez. “Podemos tentar encontrar uma solução para nossas diferenças através de um diálogo respeitoso.”

“Podemos viver e lidar um com o outro de maneira civilizada, a despeito de nossas diferenças”, disse. “Cuba jamais irá abdicar de sua soberania”.

O enviado norte-americano, Ronald Godard, rejeitou a resolução, dizendo que Havana usa a Assembleia Geral como “tentativa de empurrar a culpa” pelos problemas econômicos que ela mesma cria.

(Por Mirjam Donath e Louis Charbonneau)

Tudo o que sabemos sobre:
ONUEUACUBA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.