ONU pede investigação sobre possíveis crimes de guerra na Líbia

Conselho de Direitos Humanos pede que comunidade internacional 'aja com vigor' no país africano

Associated Press

25 de fevereiro de 2011 | 14h45

GENEBRA - O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a Líbia unanimemente, ordenou uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos no país recomendaram a suspensão do país como membro do órgão. A decisão ocorre no dia em que os diplomatas líbios no conselho renunciaram em protestos às ações do ditador do país africano, Muamar Kadafi.

 

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O Conselho se reuniu em caráter de emergência nesta sexta-feira, 25, para discutir a situação no país africano, onde o governo tem retaliado brutalmente as manifestações pelo fim do regime de Kadafi, que já dura 41 anos. A decisão aumenta a pressão sobre o coronel, que se recusa a negociar com a oposição, a deixar o poder e segue desafiando a comunidade internacional.

 

As 47 nações que formam o Conselho afirmaram que "condenam com firmeza as recentes, brutais e sistemáticas violações de direitos humanos cometidas na Líbia". Os membros do órgão deploraram o regime de Kadafi por seus "ataques indiscriminados contra civis, mortes extrajudiciais, prisões arbitrárias, detenção e tortura de manifestantes pacíficos, o que implica em crimes contra a humanidade".

 

O órgão alerta que os massacres na Líbia, de possivelmente milhares de pessoas, pedem que o mundo "aja vigorosamente" e imediatamente encerre a repressão contra os opositores no país. Ainda foi solicitada a suspensão da Líbia da entidade, algo que nunca havia acontecido contra um membro do próprio grupo.

 

As marchas contra Kadafi entraram no seu 12º dia nesta sexta. Nos últimos dias, o ditador perdeu o apoio de diplomatas, ministros e facções do Exército. Os opositores também tomaram o controle de diversas cidades, principalmente no leste do país. Nesta sexta, o coronel afirmou que "seguirá lutando" e pediu que seus partidário também vão às ruas.

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