AFP PHOTO / FADEL SENNA
AFP PHOTO / FADEL SENNA

ONU pede justiça e reconciliação após reconquista de Mossul

Alto comissário para os direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al-Hussein, diz que governo iraquiano precisar restaurar Estado de direito e garantir respeito aos direitos humanos e às necessidades fundamentais

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 10h40

GENEBRA - O alto comissário da ONU para os direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al-Hussein, lançou  nesta terça-feira, 11, um convite à "reconciliação e justiça" após a reconquista da cidade de Mossul pelas forças do governo iraquiano.

O Iraque "deve agora enfrentar vários desafios em termos de direitos Humanos", afirmou Zeid em um comunicado divulgado em Genebra. "Se estas questões não forem resolvidas poderia desencadear mais violência e sofrimento para os civis", acrescentou.

"As mulheres, crianças e homens de Mossul viveram o inferno na Terra e sofreram atos atrozes de perversão e crueldade", insistiu Zeid. O Estado Islâmico (EI) "forçou dezenas de milhares de habitantes da cidade e áreas circundantes a deixar suas casas e os usaram como escudos humanos, o que constitui um crime de guerra", indicou.

"Os combatentes podem continuar matando e aterrorizando com ataques e sequestros", alertou Zeid, que disse que o Daesh (acrônimo para Estado Islâmico em árabe) pode ser considerado "culpado de crimes internacionais".

Ele cita em particular o rapto de 1.636 mulheres e meninas e de 1.733 homens e meninos da comunidade Yazidi, sobre os quais não se têm notícias.

Desde que possível, o governo iraquiano vai precisar restaurar o Estado de direito e "garantir que os direitos humanos e as necessidades fundamentais dos civis nas áreas reconquistadas sejam respeitadas", conclui o comunicado Zeid. / AFP

Mais conteúdo sobre:
Estado IslâmicoIraque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.