ONU pede mais helicópteros para chegar aos ilhados no Paquistão

Regiões do país permanecem inacessíveis por conta de enchentes causadas por chuvas

Efe

22 de agosto de 2010 | 09h22

 

ISLAMABAD - A Organização das Nações Unidas (ONU) e as autoridades paquistanesas fizeram um apelo à comunidade internacional neste domingo, 22, para que forneça mais helicópteros que possam chegar às centenas de milhares de atingidos pelas inundações, que estão ilhados em áreas pouco acessíveis por terra.

 

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"Precisamos de mais capacidade aérea. Pediu-se ajuda, agora ela está sendo discutida" com os países doadores, explicou à Agência Efe um porta-voz do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários no Paquistão, Maurizio Giuliano.

 

Ele ressaltou que é "a única maneira" de conseguir levar assistência urgente a grande parte dos desabrigados em regiões setentrionais do país, como o vale de Swat e a região de Gilgit-Baltistan, onde diversas pontes, estradas e outras estruturas ficaram gravemente danificadas.

 

Um porta-voz do Exército paquistanês assinou este pedido de auxílio. "Há várias áreas às quais só podemos chegar de helicóptero. Sem dúvida necessitamos mais", disse Giuliano.

 

O comando está usando atualmente 60 helicópteros próprios nos trabalhos de resgate e assistência, enquanto outros países também doaram algumas unidades, como EUA (19), Afeganistão (4) e Emirados Árabes Unidos (4).

 

Enquanto isso, no sul do Paquistão permanece o alerta máximo, pois há um enorme caudal de água na represa de Kotri, a última grande proteção no rio Indo antes de chegar a seu delta e desembocar no mar Arábico.

 

"É provável que nas próximas horas algumas áreas situadas a pouca altura nos bancos do rio continuem inundando no sul do Paquistão. No resto do país, a água está caindo muito", explicou à Efe um porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Ahmad Kamal.

 

As piores inundações dos últimos 80 anos no território causaram desde fins de julho a morte de pelo menos 1.539 pessoas e afetou entre 15,4 milhões e 20 milhões.

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