ONU pede mais US$ 1,2 bi para combater fome na África

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou nesta quarta-feira um apelo por mais US$ 1,2 bilhão em doações para o combate à fome na África e, em resposta ao pedido, a Organização da Conferência Islâmica (OCI) prometeu contribuir com US$ 350 milhões.

Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 21h07

Ekmeleddin Ihsanoglu, diretor da OCI, disse em Istambul que a quantia ficou aquém dos US$ 500 milhões que a entidade que reúne 57 países muçulmanos tinha como meta, mas observou que a cifra ainda poderá ser alcançada com novas promessas de ajuda no futuro próximo.

Em Nova York, a coordenadora de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, agradeceu a todos os doadores. Segundo ela, o total de doações já chega a US$ 1,3 bilhão, mas ainda é preciso quase duplicar esse montante para que seja possível combater com mais eficácia a fome nos países do Chifre da África.

"Nós precisamos de mais comida, água, saneamento, itens de higiene e cuidados médicos para aqueles que carecem desesperadamente de ajuda", disse ela, que recentemente esteve na Somália e no Quênia.

Enquanto isso, o secretário de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha, Andrew Mitchell, protagonizou nesta quarta-feira a primeira visita de um ministro britânico em 18 anos a Mogadiscio.

Mais tarde, no Quênia, ele advertiu que cerca de 400 mil crianças somalis podem vir a morrer de fome em breve se nenhuma medida urgente for tomada. Em Mogadiscio, Mitchell se reuniu com líderes do frágil governo local e com representantes de grupos humanitários internacionais.

Ele afirmou que a Grã-Bretanha doará ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) o equivalente a mais de US$ 41 milhões em ajuda adicional. A expectativa é de que o dinheiro seja suficiente para alimentar quase 200 mil pessoas pelos próximos dois meses e para vacinar cerca de 800 mil crianças contra o sarampo.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 12 milhões de habitantes de países do Chifre da África necessitam de ajuda alimentar imediata. A região vem sendo castigada por aquele que é considerado o pior período de seca em 60 anos. As informações são da Associated Press.

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